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Não somos pais perfeitos...


Quando surge um bebé numa família, habitualmente desde logo na gravidez, todos os pais fazem muitos planos. Começa-se a idealizar como vai ser aquele ser novo que para sempre mudará a vida da família, e passa-se por todo um processo (diferente para cada um) em que se cria uma ligação cada vez mais forte. Surgem as incertezas - será que vai correr tudo bem? Como vai ser quando o bebé nascer? Será que vou estar à altura para amar e educar esta criança? E depois nasce o bebé, no seio da família, e as dúvidas acentuam-se. O parto pode ser uma transição mais ou menos brusca, que exige depois uma adaptação quer dos pais à criança, quer do próprio bebé, que é bombardeado com todo um mundo cheio de sensações e estímulos, que apesar de já presentes antes, são amplificados cá fora. Por isso, é natural que os primeiros dias (e semanas!!) sejam a altura em que os pais se sentem mais inseguros - estão ainda a conhecer o seu bebé. E de repente, tudo o que se tinha idealizado antes do parto, pode parecer cair por terra. Se o bebé chora, será que é fome? Será que são cólicas? Será que está doente? Sou eu, mãe ou pai, que não consigo perceber o meu bebé? Se adormece à mama, ou ao colo, e não consegue ficar no berço dele, será que sou eu, mãe ou pai, que estou a fazer alguma coisa de errado? Se o bebé está a chorar e eu, mãe ou pai, não o consigo acalmar ao meu colo, e já tentei tudo, sou má mãe ou pai por deixá-lo uns minutos no seu berço, em segurança, para respirar fundo e me tranquilizar antes de tentar novamente? Os pais não são pais perfeitos, são "apenas" seres humanos, com sentimentos e emoções, que por vezes se misturam com a razão, e particularmente em relação aos seus bebés, colocam as exigências tão elevadas que sofrem imenso com isso. E ainda mais, nem sequer é desejável ser perfeito. Porque se aprende com os erros, porque o mundo não é perfeito e os nossos bebés (por muito que o desejemos) não vão crescer num mundo perfeito. Os pais fazem o melhor que podem, com o melhor que têm. E uns dias vão ter mais paciência, outros dias menos, uns dias vão-se julgar quase à beira do desespero, e outros vão sentir que estão no topo da felicidade. Porque é viver um dia de cada vez, e em cada dia descobrir e redescobrir o amor de uma criança, mas também aprender a suportar a responsabilidade de a educar, e de a ajudar a crescer saudável, realizada e feliz. E só conseguimos fazer isto se formos "imperfeitos". Por isso, mães, pais, não tenham medo de não serem perfeitos. Sejam "só e apenas" PAIS. Únicos e especiais, para a vossa criança única e especial.

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